segunda-feira, 21 de setembro de 2009

10 anos de um dia histórico

Hoje faz dez anos que foi um dia histórico para mim. Era uma terça-feira e depois de sair do curso de informática que eu fazia no número 605 da Av. Nossa Senhora de Copacabana voltei a pé até a Gramophone para comprar algo que até dois anos antes era impensável para mim, um cd do Black Sabbath.

Nunca tive vergonha de admitir que fui uma das pessoas que tinha medo das letras do Black Sabbath. A primeira vez que li sobre a banda foi em 1997 e quando soube que os caras faziam música com letras "demoníacas" e falando de coisas ocultas e soturnas jurei jamais ouvir as músicas da banda. Talvez pela minha formação católica.

Mas, como disse Freud, tudo o que desperta medo também gera uma certa atração sempre me senti tentado a pelo menos ouvir, conhecer, o som da banda para depois tirar minha conclusões ao invés de me deixar levar pelo que os outros escreviam.

Era uma época que eu estava sedendo por bandas muitos solos e riffs de guitarras. Eu já era fanzaço de Deep purple e Led Zeppelin, só faltava o Black Sabbath para completar a tríade que sempre foi considerada o pilar fundamental do rock pesado.

Sempre que passei a gostar de uma banda ou qualquer artista sempre gostei de comprar os discos em ordem cronológica. Por isso Black Sabbath, de 1970, foi o primeiro.

Lembro que passei o dia me deliciando com os riffs e longos solos de guitarra de Tony Iommi. Adorei a canção "The Warning" com mais dedez minutos de duração.

Naquele dia também comprei "Made in Europe", do Deep Purple. Segundo disco da Mark III que eu adquiria. Mais um ao vivo. Eu já conhecia as versões de palco dos clássicos "You Fool No One" e "Burn", mas neste discos as músicas estavam diferentes, a guitarra de Blackmore não era o principal e todos davam suas colaborações. Durante dias ouvi os dois cds seguidamente, ouvia um e depois ouvia o outro.

O Jon Lord brincava com seu Hammond na introdução das músicas, Glenn Hughes está mais solto nos improvisos de sua excelente voz, é um disco perfeito. Capta a banda nos seus últimos dias e só foi lançado em 1976 quando a banda se desfez.

É disso que sinto saudade hoje, comprar um cd e ouví-lo por dias a fio, ou, talvez anos. Essa magia nunca mais aconteceu comigo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mulher é condenada por baixar músicas ilegalmente

A norte-americana Jammie Thomas-Rasset foi condenada na última semana a pagar 1,9 milhões de dólares a gravadoras por ter violado direitos autorais ao baixar ilegalmente 24 músicas.

Jammie não aceitou fazer acordo e pagar uma pequena indenização e preferiu deixar que as gravadoras levassem o caso à Suprema Corte que tomou a decisão inédita.

Tudo isso não passa de uma grande palhaçada. Quantas pessoas no mundo baixam conteúdo protegido pelas leis do Copyright? Vai haver punição para todos? E outra coisa, se chegamos a esta situação em que estamos de gravadoras processando pessoas comuns por "roubar conteúdo protegido" é culpa das próprias gravadoras que por anos cobrou por cds preços absurdos e impraticáveis. Falo com base nos preços do Brasil. Na virada da década de 1990 para os anos 2000 o país foi acometido pela crise do Plano Real, as gravadoras seguraram os preços, mas bastou a economia voltar a crescer e os preços dispararam.

Com os avanços tecnológicos se tornando cada vez mais acessíveis, as pessoas começaram a procurar outros caminhos para obter aquelas músicas pela qual queriam pagar e não podiam.

Onde é que essa mulher, mãe de quatro filhos, vai arrumar 1,9 milhões de dólares para pagar essa indenização é a questão que fica no ar.

domingo, 19 de abril de 2009

Mais do mesmo

Depois de muito criticar a Record por investir em novelas e seriados que "retratam a realidade da violência no Rio de Janeiro" a Globo deu o braço a torcer e pôs no ar "Força-Tarefa" série que tentará mostrar um grupo do serviço reservado da polícia que investiga a própria polícia. Grupo este que não admite corrupção dentro da corporação.



A impressão que dá é que ao não conseguir vencer a Record a Globo decidiu fazer o mesmo , como diz aquele velho ditado "se não consegue vencer o inimigo..."


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Diva do Rock Britânico

Para começar vou prestar um favor à história do rock. Para lembrar os amantes da boa música hoje faz 70 anos que nasceu Mary Isabel Catherine Bernadette O'Brien. Conhecida mundialmente como Dusty Springfield. Não muitos conhecida das novas gerações Dusty nasceu na Inglaterra, em 1939, e fez muito sucesso nos anos 60. Quando emplacou hits memoráveis como "I Only Want to Be With You", "I Just Don't Know What to Do with Myself" e "Son of a Preacher Man".

Além de ter se tornado um ícone em seu tempo por suas canções ela também ficou famosa por ter batalhado em divulgar a soul music norte-america no Reino Unido. Em 1965 elaborou e apresentou o programa The Sound of Motown.


Suas canções sempre fizeram parte de trilhas sonoras de filmes.E isso vem acontecendo com mais frequencia, principalmente, depois de sua morte em 2 de março de 1999, ocorrida em decorrencia de um cancer de mama diagnosticado em 1995.

Apresentação

Estou começando hoje a escrever neste blog sobre Filmes, Televisão e Música. É um espaço aberto para conversar sobre entretenimento e artes.

O meu lema aqui é reverenciar os clássicos do passado, me ligar no que está acontecendo e olhar para o futuro.

Sejam bem-vindos.